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| Plano de Acção para 2004-2005 | |
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A nomeação da Senhora Procuradora da República, Dr.ª Dulce Rocha, para Presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, em 17 de Setembro de 2003, deu inicio a um novo ciclo de actividades, que se quer centrado no seu superior objectivo de dar voz às crianças, promovendo e protegendo os seus interesses e direitos com vista a prevenir as situações de perigo.
À Comissão Nacional, conforme previsto na respectiva legislação, cabe orientar a actuação do Estado e a coordenação, acompanhamento e avaliação da acção dos organismos públicos e da comunidade na protecção das crianças e jovens em risco.
Por isso, a actuação da Comissão Nacional deve ser transversal e interdisciplinar, actuando numa perspectiva de coordenação, facilitando o contacto entre as organizações públicas e privadas, de modo a que se conjuguem todos os esforços na defesa intransigente do interesse superior da criança.
Neste âmbito, para além de compromissos, o presente documento define áreas de intervenção privilegiada, como o da prevenção e formação, com forte incidência em conteúdos pedagógicos.
01 - Enquadramento das Questões Problemáticas nas atribuições da CNPCJRO Relatório de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em 2002 constituiu um espaço essencial de reflexão, configurando-se como um instrumento de identificação dos problemas e necessidades existentes em matéria de promoção e protecção das crianças e jovens em perigo, propício à necessária formulação das questões problemáticas a montante de um plano de acção.
Estrategicamente as atribuições da Comissão Nacional, inscritas no Decreto Lei n.º 98/98, de 18 de Abril, apresentam-se como pilares orientadores da intervenção para os anos 2004 e 2005.
a)Participar nas alterações legislativas que respeitem ao âmbito do seu mandato.b)Dinamizar, nomeadamente no âmbito do Pacto de Cooperação para a Solidariedade Social, os protocolos entre as comissões de protecção de menores (CPM), os departamentos estatais com intervenção nesta área e as instituições particulares de solidariedade social ou outras entidades privadas.- capacidade técnica das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) insuficiente em número, qualificação e tempo disponível;
- disponibilidade semanal dos técnicos, para o exercício de funções na comissão restrita, abaixo dos critérios genéricos estabelecidos pela CNPCJR, situando-se em média nos 10% do horário laboral, ou seja uma manhã/tarde por semana;
- desproporcionalidade entre o volume processual e a dimensão das equipas e consequente desequilíbrio no ratio técnico/processo;
- interdisciplinariedade reduzida e inerente necessidade de reforço em áreas específicas do conhecimento, nomeadamente a psicologia, sociologia e saúde;
- ausência de metodologias de planeamento estratégico na concepção dos planos de prevenção na generalidade das comissões alargadas;
- inexistência de mecanismos reguladores da aplicação dos acordos de cooperação celebrados entre o ISSS e os Municípios na sequência do Protocolo de Cooperação assinado em Janeiro de 2001.
c)Dinamizar a criação de equipas multidisciplinares de menores e adopção e a sua formação especializada- Solicitação, por alguns tribunais, da intervenção das CPCJ no âmbito da execução de medidas de promoção e protecção judiciais ou mesmo na execução da medida tutelar
- Inexistência de um quadro de referência teórico-prático transversal a todas as formações.
d)Dinamizar a criação dos centros de acolhimento de emergência nas zonas geográficas onde se mostrem necessários e para as problemáticas que o justifiquemHá um recurso deficitário a Famílias de Acolhimento - só 2% das respostas, além de que as Casas de Acolhimento Temporário existentes têm-se revelado a norma e não a excepção, tendo sido pervertido o seu uso, uma vez que já nada têm de temporário, chegando as crianças a ficarem acolhidas em média, dois anos.
e)Preparar e coordenar a transição dos menores e dos meios humanos, físicos e económicos que se encontrem no sistema de justiça e venham a transitar para o sistema de solidariedade social;A transição das crianças entre os dois sistemas (de Justiça e da Segurança Social), efectuou-se sem a necessária mobilização dos meios humanos físicos e económicos.
Muitos dos adolescentes com percurso delinquente entraram no sistema de protecção, o que produziu efeitos perversos para as crianças e jovens envolvidos.
f)Solicitar e coordenar as auditorias e os estudos de diagnóstico e avaliação das carências, medidas e respostas sociaisExistência comprovada de Maus Tratos e Abuso Sexual Institucional a nível nacional;
A nível nacional, os estudos e investigações sobre crianças/jovens institucionalizados é manifestamente insuficiente.
A existência de crianças e jovens ainda "invisíveis" aos serviços devido a um desconhecimento total e compreensão de muitas situações, e respectivas consequências nos seus percursos de vida, ex.: crianças e jovens afectados pela Pobreza, crianças e jovens que vivem em violência doméstica, crianças filhas de mães adolescentes e sozinhas, crianças e jovens filhos de reclusos, toxicodependentes, crianças internadas;
O conhecimento empírico das dificuldades de acesso de muitas crianças/jovens e suas famílias a respostas sociais e serviços especializados adequados e atempadas - as crianças/jovens mais vulneráveis continuam a ser excluídos dos serviços (escola, saúde);
Insuficiência de indicadores que avaliem a eficácia, eficiência e custo benefício dos Programas em matéria de Infância e Juventude;
Insuficiente/deficiente articulação das respostas dadas pelos Programas com as reais necessidades diagnosticadas localmente pelas CPCJ/Rede Social
g)Dinamizar, coordenar e acompanhar a elaboração do diagnóstico da situação das crianças institucionalizadas e ou em enquadramento fora da famíliah)Concertar a acção de todas as entidades públicas e privadas, estruturas e programas de intervenção na área das crianças em risco, de modo a reforçar estratégias de cooperação e de racionalização de recursosContinua a persistir uma abordagem fragmentada, oposta, paralela, e/ou sobreposta da problemática das crianças e jovens em risco a qual não potencia os conhecimentos e recursos existentes na Saúde, na Justiça, na Educação, na Segurança Social e na Sociedade;
Ineficácia do trabalho em rede no que concerne à intervenção junto da criança e sua família, à troca/divulgação de saberes e rentabilização de recursos;
A persistente inexistência de mútuo conhecimento das situações relativas às crianças /jovens e suas famílias pelos vários serviços envolvidos;
A persistente ineficácia dos serviços envolvidos em responder adequada e atempadamente às verdadeiras necessidades das crianças/jovens e suas famílias.
i)Acompanhar e apoiar as comissões de protecção de menores, permitindo-lhes melhorar a qualidade do seu desempenho.capacidade técnica das CPCJ insuficiente em número, qualificação e tempo disponível;
disponibilidade semanal dos técnicos, para o exercício de funções na comissão restrita abaixo dos critérios genéricos estabelecidos pela CNPCJR, situando-se em média nos 10% do horário laboral, ou seja, uma manhã ou tarde por semana;
desproporcionalidade entre o volume processual e a dimensão das equipas e consequente desequilíbrio no ratio técnico / processo;
interdisciplinariedade reduzida e inerente necessidade de reforço em áreas específicas do conhecimento, nomeadamente a psicologia; sociologia e saúde;
ausência de metodologias de planeamento estratégico na concepção dos planos de prevenção na generalidade das comissões alargadas;
ausência de priorização, de reconhecimento e de participação de alguns parceiros, de formação, de supervisão, bem como de articulação que chega a provocar sobreposição de intervenções;
As necessidades de melhor acompanhamento presencial e quanto à adequação dos instrumentos e das metodologias de intervenção e de trabalho em equipa.
02 - Plano de Acção 2004-2005a)Participar nas alterações legislativas que respeitem ao âmbito do seu mandatoA CNPCJR, na sua reunião de 16 de Março de 2004, manifestou inteira disponibilidade para a participação em alterações legislativas, considerando necessário anotar a necessidade de tais propostas serem enviadas com a antecedência suficiente à emissão de um parecer.
b)Dinamizar, nomeadamente no âmbito do Pacto de Cooperação para a Solidariedade Social, os protocolos entre as comissões de protecção de menores (CPM), os departamentos estatais com intervenção nesta área e as instituições particulares de solidariedade social ou outras entidades privadas.Objectivos Gerais- melhorar a capacidade técnica da modalidade de funcionamento restrita, contribuindo para aumentar o número de técnicos, a multidisciplinaridade e a disponibilidade em tempo;
- regular os termos de atribuição e aplicação das verbas relativas ao protocolo de cooperação;
- promover o recurso a estágios académicos, nas áreas de formação consideradas necessárias ao exercício de funções da comissão alargada.
Estratégias- actualizar e/ou criar instrumentos reguladores da aplicação das verbas referentes ao Protocolo de Cooperação;
- estabelecer acordos / protocolos de cooperação com Universidades e outras entidades;
- conhecer e avaliar a intervenção de estagiários e voluntários nas comissões que já adoptaram esse recurso;
Programa / Projecto- Estabelecimento de novos protocolos e introdução de alterações nos protocolos existentes.
Objectivo Operacional / Meta- definir requisitos de qualidade mínima para o funcionamento logístico das CPCJ, no âmbito do Protocolo de Cooperação;
regulamentar procedimentos de avaliação que detectem incumprimento dos acordos de cooperação celebrados entre o ISSS e as autarquias;- fomentar os estágios académicos no âmbito dos planos de prevenção das comissões alargadas;
- Estudo do interesse e viabilidade da criação da figura do supervisor técnico.
c)Dinamizar a criação de equipas multidisciplinares de menores e adopção e a sua formação especializada;Objectivos Gerais- avaliar as necessidades de criar ou não mais EMAT;
- avaliar e definir um quadro de referência teórico prático transversal às formações das equipas interdisciplinares.
Estratégias- cooperar com a Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção e com o Grupo de Coordenação do Plano de Auditoria Social de Acompanhamento de Protecção de Menores, de Idosos e de Deficientes da Segurança Social (CID);
- integrar elementos do Gabinete Técnico de Apoio à CNPCJR, nos grupos de trabalho das duas instâncias referidas e de outras que venham a ser criadas. (isto já se verifica em dois grupos).
Objectivo Operacional / Meta- Apresentar os resultados da avaliação realizada;
- Organizar os resultados destes grupos de trabalho tendo em vista as competências das CPCJ;
d)Dinamizar a criação dos centros de acolhimento de emergência nas zonas geográficas onde se mostrem necessários e para as problemáticas que o justifiquemObjectivos Gerais- Avaliar as necessidades de dinamização e criação de casas de acolhimento relativamente a problemáticas especificas e faixas etárias específicas;
- Promover o desenvolvimento de uma consciência nacional da necessidade dos problemas e soluções relativos às crianças e jovens e suas famílias que evitem o recurso à institucionalização.
Estratégias- Rendibilizar os dados do diagnóstico da Rede Social e das CPCJ, onde elas existam, para o diagnóstico das suas necessidades;
- Rendibilizar as informações pertinentes dos Observatórios, Universidades e centros de pesquisa para o diagnóstico das CPCJ.
- Recorrer aos meios de comunicação social para programas de informação/formação.
Programa / Projecto- Definir a partir dos dados recolhidos, critérios para implementação de casas de acolhimento nas zonas onde se mostrem necessárias, tendo-se em atenção que se devem privilegiar as respostas em meio natural de vida;
- Elaborar um formato específico para meios de comunicação social, atendente às limitações orçamentais e à realidade das audiências;
- Recurso ao "site" da CNPCJR
Objectivo Operacional / Meta- Promover a implementação de casas de acolhimento nas zonas onde se demonstrem as suas necessidades;
- Ter uma programação regular, apelativa e formativa sobre as problemáticas das crianças e jovens em risco e suas famílias;
e)Preparar e coordenar a transição dos menores e dos meios humanos, físicos e económicos que se encontrem no sistema de justiça e venham a transitar para o sistema de solidariedade social;Objectivos Gerais- avaliar o ponto de situação já existente;
- avaliar os constrangimentos impeditivos de se alcançar o objectivo pretendido;
- contribuir para a melhoria do sistema da segurança social, nomeadamente no que concerne à qualidade das respostas existentes, propondo as respectivas alterações legislativas;
- promover a reorganização e rendibilização dos meios físico e humanos dos dois sistemas.
Estratégias- Avaliar o processo de transição com identificação dos constrangimentos actuais.
Programa / Projecto- Recurso à avaliação externa
Objectivo Operacional / Meta- Propor à tutela as medidas necessárias para a concretização do objectivo
f)Solicitar e coordenar as auditorias e os estudos de diagnóstico e avaliação das carências, medidas e respostas sociaisObjectivos Gerais- definir um modelo de funcionamento de qualidade para Instituições que acolhem crianças e jovens;
- identificar necessidades de estudos/investigação sobre crianças e jovens ainda a descoberto e fomentar as Investigações académicas nestas áreas;
- avaliar e redefinir o âmbito de acompanhamento dos programas e medidas da competência da CNPCJR;
Estratégias- integração de elementos do Gabinete Técnico em grupos de trabalho com esta finalidade, tal como referido na c)
- fomentar reuniões regulares entre Observatórios, Comissões e outras instâncias que intervenham nesta área.
- convidar com estatuto de observadores os elementos daqueles organismos que se justifique;
- promover a apresentação em sede da CNPCJR dos resultados da avaliação interna em 2003;
- propor à tutela o desenvolvimento ou adequação de algumas respostas e/ou Programas.
Programa / Projecto- Grupo do CID sobre "Boas Práticas";
- Sub grupo do CTC da CPL sobre "Um modelo de funcionamento para Estruturas de Acolhimento de Crianças e Jovens";
- "Ensaiar o Futuro"
- "Nascer Cidadão"
- "PAPI"
- "Ser Criança"
- "Escolhas".
- "Sem Fronteiras"
- "Creche 2000"
- "Modelo Experimental de Financiamento Centrado na Família para Acesso a Creches"
Objectivo Operacional / Meta- realizar de um estudo faseado a curto, médio e longo prazo;
- elaborar um manual de "Boas Práticas".
- promover a abertura e funcionamento do apartamento já equipado;
- acompanhar, apreciar, emitir pareceres às tutelas sobre as respectivas avaliações e agir em conformidade;
- apresentar à tutela parecer técnico-jurídico sobre a prossecução do projecto;
g)Dinamizar, coordenar e acompanhar a elaboração do diagnóstico da situação das crianças institucionalizadas e ou em enquadramento fora da família;Objectivos Gerais- definir modelos de qualidade de intervenção, quer nas instituições, quer em enquadramentos fora da família
- identificar necessidades de investigação a nível das crianças institucionalizadas;
- fazer o diagnóstico da situação das crianças e jovens hospitalizados ;
- fazer o diagnóstico da situação das crianças e jovens filhos de reclusos.
- Definir o responsável pela realização de "projectos de vida"
Estratégias- levantamento dos estudos já efectuados neste âmbito;
- identificar e recolher junto de Observatórios , faculdades, centros de pesquisa e ONGs elementos pertinentes;
- sugerir às faculdades a opção por linhas de pesquisa académica nestas áreas;
Programa / Projecto- Organizar os resultados e avaliar a problemática nos três casos.
Objectivo Operacional / Meta- Procedimentos para garantir que as crianças e jovens não fiquem em risco, caso os detentores do poder paternal fiquem presos.
h)Concertar a acção de todas as entidades públicas e privadas, estruturas e programas de intervenção na área das crianças em risco, de modo a reforçar estratégias de cooperação e de racionalização de recursosObjectivos Gerais- Promover e Fortalecer a imagem da CNPCJR de acordo com a atribuição do artº1:1do DL98/98;
- Identificar necessidades de procedimentos interinstitucionaais e interdepartamental que conduzam uma intervenção integrada e articulada;
- Promover a reflexão sobre um sistema integrado e eficaz de protecção à infância e Juventude;
- promover a circulação dos resultados acumulados da actividade das diferentes instâncias de observação e recolha de dados;
Estratégias- solicitar e dinamizar reuniões interministeriais;
- implementar Sessões Temáticas em sede de CNPCJR por peritos e académicos;
- criar grupos de trabalho em sede de comissão e/ou inter ministérios;
- Estabelecer reuniões regulares entre Observatórios, Comissões e outras instâncias intervenham nesta área;
- Convidar com estatuto de observadores os elementos daqueles organismos que se justifique;
- Participação no grupo de trabalho "Projecto para uma Internet mais segura" liderado pela ANACOM.
Programa / Projecto- criar um pensamento comum e uma visão partilhada quanto às problemáticas que afectam as crianças e jovens e suas famílias que sejam transversais às diferentes formações e competências dos representantes dos vários sectores com acento na CNPCJR;
- estudo(s) relativo(s) ao exposto anteriormente;
- promover um Observatório da Criança;
- promover meios facilitadores de denúncia de situações de risco de crianças e jovens, acessíveis por eles próprios
- linha telefónica (ex.: 111)
- internet (a estudar)
Objectivo Operacional / Meta- analisar e sistematizar todos os problemas apresentados pelas CPCJ, provenientes de falta de articulação e apresentadas à CNPCJR;
- definir os elementos chave para um trabalho integrado e eficaz bem como os procedimentos facilitadores de uma boa comunicação inter-institucional;
- conhecer, ordenar e divulgar os resultados acumulados da actividade das diferentes instâncias de observação e recolha de dados;
- apreciar propostas de criação do referido Observatório e agir em conformidade;
- estabelecer os protocolos para a concretização das linhas.
i)Acompanhar e apoiar as comissões de protecção de menores, permitindo-lhes melhorar a qualidade do seu desempenho.Objectivos Gerais- criar condições para que todas as comissões:
- invistam na prevenção e elaborem o respectivo plano;
- suscitem nas suas comunidades o surgimento de respostas que permitam a aplicação das mediadas de promoção e protecção em meio natural de vida;
- criar condições para a participação plena dos representantes da sociedade civil e dos elementos cooptados;
- criar condições para que todas as comissões façam os seus planos de acção e de prevenção, bem como projectos;
- reforçar a capacidade técnica da modalidade de funcionamento restrita, contribuindo para o aumentar o número de técnicos, a multidisciplinaridade e a disponibilidade;
- melhorar a qualidade do desempenho nos domínios da prevenção e da intervenção nas áreas de abandono escolar, abuso escolar, abuso sexual, alcoolismo, comportamentos desviantes, deficiência, formação parental, maus tratos e negligência;
- dotar as CPCJ de instrumentos técnicos de suporte que melhorem e uniformizem a intervenção;
- criar condições para a participação plena dos membros da comissão restrita;
- credibilizar as CPCJ junto das suas comunidades
Estratégias- rendibilizar os dados do diagnóstico da Rede Social e das CPCJ, onde elas existam, para o diagnóstico destas;
- rendibilizar as informações pertinentes dos Observatórios, Universidades e centros de pesquisa para o diagnóstico das CPCJ;
- reforçar e/ou re-actualizar os instrumentos legais e os documentos de apoio às CPCJ;
- redefinir a metodologia de acompanhamento às CPCJ;
- diversificar os níveis e formatos de transmissão dos conhecimentos e competências a adquirir nos diversos domínios e áreas, bem como os instrumentos a serem utilizados;
- rendibilizar as actividades a programar no âmbito das comemorações previstas (15º aniversário da Convenção dos Direitos das Crianças, Dia da Criança e 10º aniversário do Ano internacional da Família), de modo a serem também espaços formativos;
- desenvolver o marketing social;
Programa / Projecto- Desenvolver soluções formativas sobre:
- Prevenção;
- Abuso Sexual
- Alcoolismo
- Maus tratos
- Apoio ao desempenho das funções parentais
- Diagnóstico das necessidades e recursos concelhios em matéria de infância e juventude;
- Diagnóstico das diferentes situações encaminhadas às CPCJ
- Conceber os respectivos guiões de diagnóstico para a formação em exercício;
- Programa de capacitação das CPCJ incluindo o Programa de Formação pela implementação de diferentes soluções formativas
- Programa editorial
- Programa de Eventos
Objectivo Operacional / Meta- Que todas as CPCJ, através de pelo menos dois dos seus elementos tenham acesso a mais de três soluções formativas;
- Detectar os constrangimentos ao cumprimento desta meta e elaborar um plano de recuperação;
- que a totalidade das CPCJ existentes há mais de um ano tenha a figura do gestor de caso como o elemento centralizador do processo de promoção e protecção;
- que a totalidade das comissões existentes há mais de um ano esteja apetrechada com o equipamento e os recursos necessários à implementação e utilização da Ficha de Processo Individual
- promover a aplicabilidade das orientações contidas nos "Critérios genéricos para o exercício das funções na comissão restrita" tenha consagração legal; e promover a sua avaliação e/ou actualização relativamente a situações que ali não estejam previstas e agir em conformidade;
- definir um ratio técnico / processo e um sistema de incentivos aos serviços que priorizam o trabalho nas CPCJ;
- implementar o Cartão de identificação para os membros de todas as CPCJ;
- construir e divulgar um guião a todas as CPCJ para a elaboração de pareceres sobre candidaturas de programas para implementação de projectos locais dirigidos a crianças e jovens em risco.
- criar, publicar e gerir o folheto e o sítio da CNPCJR; avaliar e actualizar o sítio www.direitoscrianca.pt.;
- actualizar e re(editar) os documentos de apoio ao funcionamento das CPCJ; texto integral da Convenção dos Direitos da Criança
- dinamizar: os Encontros Anuais de Avaliação; dar visibilidade às comemorações da CPCJ do Dia da Criança; 15º aniversário da Convenção dos Direitos da Criança
03 - Tarefas de Continuidade- Instalação de Comissões de Protecção de Crianças e Jovens
- Acompanhamento diário / corrente de expostos pelas CPCJ.
- Atendimento telefónico;
- Recepção, tratamento de casos expostos por escrito e envio de resposta;
- Levantamento das necessidades das CPCJ através da análise dos relatórios de avaliação anual da actividade das CPCJ.
- Participação em grupos de trabalho:
- Ficha individual;
- Rede europeia para crianças afectadas por contextos de risco no âmbito da família (Encare);
- Projecto "Internet mais segura";
Participação (assistência a apresentação de comunicações) em Seminários, Encontros, Congressos e Simpósios.
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| Plano de Intervenção Formativa | |
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01 - IntroduçãoDeverá entender-se por intervenção formativa cada acção e o conjunto das acções que têm como objectivo responder às necessidades de informações, experiências e conhecimentos que foram identificadas.
As ideias - guia a montante da elaboração deste plano são as seguintes:
- A maior parte das situações lesivas das crianças e dos jovens poderiam ter sido evitadas com meios mais simples e mais baratos, com menos sofrimento para eles e suas famílias - e com menos culpa para todos nós - se tivéssemos agido atempadamente, pelo que a prevenção é um imperativo ético e o meio por excelência de gerir recursos e de assegurar uma sociedade saudável
- Toda a criança tem um grupo de pertença a que chamamos família, biológica ou não, e todo o trabalho de apoio a uma criança ou um jovem só tem sentido quando tem em conta esse grupo, mesmo - e sobretudo - quando a criança tem de ser institucionalizada ; a única excepção dá-se quando a acção ou omissão que provocou a intervenção foi de tal forma grave que conduziu a uma ruptura com os genitores e a criança vai para a adopção.
- Todas as épocas apresentam problemas que vão sendo debelados enquanto outros problemas surgem. A dinâmica das comissões tem de ter em conta essa realidade, através da disponibilidade - em tempo, em vontade e em recursos - para aprender novas temáticas e novas estratégias, bem como novas metodologias de enfrentamento dos problemas.
- A valorização de todas as possibilidades locais de ajuda, a dinamização de iniciativas organizativas que congreguem esforços de resposta às necessidades, o estabelecimento de parcerias produtivas, as condições dadas aos membros da sua comissão de protecção para o exercício das respectivas competências, são a expressão viva da vontade de uma comunidade que quer apoiar e proteger os seus.
- A Comissão de Protecção é geralmente a última oportunidade de uma criança ou de um jovem necessitados de ser protegidos; depois dela está a instituição, que nem sempre tem vaga, - e finalmente a prisão, onde sempre há vaga.
02 - Objectivos do Plano- Apresentar as necessidades de formação
- Definir as respostas a essas necessidades
- Apresentar os públicos a abranger
- Apresentar as modalidades de intervenções formativas adequadas e possíveis para cada necessidade
- Identificar parcerias para intervenções específicas
- Identificar possibilidades de patrocínios.
03 - Fontes de identificação das necessidades de intervenção formativa- Relatório das CPCJ de 2002 e dados preliminares do Relatório de 2003
- Leitura de cerca de 50% dos relatórios de 2003, levada a cabo por cada um dos responsáveis do Gabinete técnico quanto à sua área territorial
- Contactos com as CPCJ e atendimento telefónico
- Problemas colocados e problemas emergentes
- Documentos oficiais diversos, nomeadamente ...
- Preocupações provenientes de várias entidades
- Documentos do Conselho da Europa
- Documentos das Nações Unidas
04 - Público - Alvo- Membros da comissões alargadas
- Membros das comissões restritas
- Presidentes das comissões
- Gestores de caso
- Formadores
- Supervisores
- Técnicos das instituições e organismos afins
- Alunos e formandos de formações afins
- Movimentos pelas crianças
- População em geral
05 - Modalidades de intervenções formativas consideradas no presente plano- Atendimento casuístico por telefone, ofício e e - mail
- Atendimento presencial por ocasião de deslocações
- Disponibilização de módulos para formação exterior às comissões
- Acordos e parcerias para formações específicas
- Selecção e difusão de boas práticas
- Programa televisivo
- Resposta às iniciativas das comissões
- Formação presencial
- Formação a distância
- Carta circular e recomendações da Presidente
06 - Intervenções estruturantes e em leque- Criação de um centro de formação por região
- Criação de pelo menos um curso a distância (e - learning)
- Formação de formadores
- Formação de supervisores
- Estabelecimentos de parcerias para formações específicas
- Disponibilização de módulos para ensinos específicos
- ... no âmbito do III QCA
- ... para Institutos e Universidades
- ... para os Centros de Formação de Professores
- ... para as entidades desportivas com intervenção infantil e juvenil
- ... etc.
07 - Formações em temáticas transversais: exemplos de temas e conteúdosÉtica Aplicada- Procedimentos
- Consentimento
- Recurso a estagiários
- Recurso a voluntários
- Relações com os recursos da comunidade
- Relação com os média
- Segredo em equipa e discrição
Prevenção- Levantamento das necessidades de prevenção
- Levantamento dos recursos
- Relação prioridade / viabilidade
- Estabelecimento dos indicadores de resultados
- Elaboração do plano de prevenção
- Avaliação dos resultados
Supervisão- As CPCJ - legislação, funcionamento, procedimentos, dificuldades
- Modelos de supervisão e sua adaptação às CPCJ
- Estabelecimento das modalidades e da periodicidade da supervisão
08 - Formações em problemáticas transversaisAlcoolismo - formação e supervisão- Parcerias com os CRA do país e hospitais das IIhas, estando já definida a parceria com o CRA Norte nos seguintes termos:
- Acções sucessivas de 20 formandos cada, dois de cada comissão.
- Acções residenciais, de dois dias cada uma.
- Elaboração de um vídeo que seja passado em cada comissão e que apoie os formandos na transmissão dos ensinamentos recebidos.
- Segue-se a supervisão de casos surgidos nas comissões, com regras e modelos a estabelecer em Setembro , quando se finaliza o acordo.
- À CNPCJ cabe conseguir patrocínios para obtenção de 350 cassetes e respectiva gravação.
Maus tratos, negligência e abuso sexual - abordagens convergentes, a saber:- Encontros das comissões referentes à análise de 2003, a realizar no final de Setembro - com características de reflexão e sensibilização.
- Tratamento abrangente e aprofundado da problemática em Congresso Internacional de quatro dias, a realizar na 1ª quinzena de Novembro em Évora (preparado por várias entidades, comprometido por ausência de apoios financeiros suficientes); a publicação dos textos produzidos para e no Congresso constituirão uma referência fundamental para a realidade da prevenção e da intervenção nesta matéria.
- Curso a distância (e - learning)
Apoio às funções dos pais- A definir no último trimestre do ano em curso.